sábado, 10 de janeiro de 2009

COSTA RICA - MONTEVERDE











Apesar de visitarmos rapidamente a Costa Rica, pois já conhecíamos bastante o país de outra ocasiao passada, seguimos de Puerto Viejo de Talamanca (Costa do Atlântico) para Monteverde (regiao Central Norte), na companhia do casal holandês Marlies e Jelle.

Essa viagem também foi muito "pesada". Mais de 12 horas para percorrer, em linha reta, nao mais de 150 kms! Inacreditável. Saimos as 7:30 de ônibus. Paramos em San José (capital) onde precisamos trocar de terminal, por taxi. E essa foi por pouco porque, depois de 2 dias que estivemos ali, houve um forte terremoto que abalou toda essa área (6,2º na Escala Richter).

Do outro lado da cidade, almocamos num boteco cuja comida era melhor do que o lugar. Tomamos outro ônibus para Monteverde, que foi bem enquanto estávamos nas estrada pavimentada. Mas o 2º trecho era de terra e demorou demais, além de o pneu ter furado. Só fomos chegar às 20H! Ainda bem que tínhamos reserva. O lugar era meio muquifinho, mas o quarto era razoável. Ufa!

No único dia em que passamos aqui, radicalizamos.
Fizemos CANOPY, um esporte de aventura típico da Costa Rica.

Na floresta, plataformas sao construidas no alto das árvores e ligadas umas às outras por cabos de aco. Com equipamentos super seguros, a pessoa é levada de um ponto a outro, sentada. Nao requer prática nem habilidade. Nao requer esforco físico nem mental. Guias orientam a saída e a chegada, sempre assessorada. Nao oferece nenhum perigo, a nao ser que voce seja retardado e desobedeca regras de seguranca.

JUST DO IT! CARPE DIEM! ENJOY!

Já havíamos experimentado CANOPY em nossa visita anterior ao país, mas esse foi muito melhor. Isso porque haviam mais plataformas, mais altas e de travessias mais longas. O Rapel também era mais alto e, além disso, teve a novidade do TARZAN SWING.

Fotos e filmes explicam bem.

Pra finalizar a estadia emocionante, no dia de embora, tivemos uma surpresinha:
Uma aranha gigantesca passeava pelo nosso banheiro às 5h30 da manha. O Léo foi surpreendido enquanto escovava os dentes e gritou: "Pera aí, pára". Foi assustador. Ele conseguiu matá-la jogando uma toalha em cima da aranha e pisotendo forte várias vezes. Eu ia tomar um banho antes de viajar, mas desisti. Hehehe. Ufa! Que susto!

COSTA RICA - PUERTO VIEJO DE TALAMANCA









MOEDA = COLON: US$ 1,00 = C$ 550,00

Assim como se diz para quase tudo, no Havaí = "Aloha"; na Ilha de Páscoa = "Iorana"; na Costa Rica tudo é "PURA VIDA"! Você sai de uma loja e diz: "Gracias". Eles respondem: "Pura Vida". Você chega num restaurante e diz: "Buenas Tardes". Eles respondem: "Pura Vida". E assim vai ...

A viagem de Bocas del Toro, no Panamá, para a cidade de Puerto Viejo, na Costa Rica, assim como várias outras, foi uma odisséia. Às 7h30 da manha: Barquinho do arquipélago até Almirante. Ònibus até Changuinola. Taxi até Sixaola, na fronteira. Carimba passaporte pra sair. Cruza ponte. Carimba passaporte pra entrar. Em Guabito, na fronteira, ônibus até Puerto Viejo. UFA! Ainda bem que reservamos um lugarzinho no Hotel PURA VIDA onde chegamos só às 16h!

Puerto Viejo de Talamanca fica no litoral do Atlântico, na Costa Rica, onde o clima é bem úmido e a vegetacao é verdíssima e tropical. Tudo é muito bonito e a cidadezinha é bem legal. Uma vila pequena, mas com várias opcoes de praias, além de um monte de lojinhas interessantes e lugares gostosos pra comer.

Mas aqui mudamos de hotel pois o primeiro era muito caro. Depois encontramos um hostel novinho, cujos donos eram 2 irmaos alemaes. Era metade do preco do 1º e muito mais agradável. Apesar do banheiro ser compartido, era só para mais um casal. Bastante liberdade, conforto e galera divertida. Cozinha boa e internet gratuita. É o que qualquer mochileiro mais deseja.

Conseguimos entao economizar bem. Inclusive apreciamos de novo a comidinha deliciosa do Italiano Silvano! "Buenas pastas y salsas especiales"

Temos pouca foto dessa ocasiao pois nao nos locomovemos muito. O Leo passeou de bike, quando viu uma cobra morta na estradinha das praias, com destino a Playa Manzanilla.

Tive uma alergia por causa de mosquitos que comecou em Bocas del Toro, no Panamá. Tomei Hixizine (anti-alérgico) pois estava com o corpo todo em feridas e nao melhorava após 4 dias.

Entao comecei a inxar na pernas e tive uma prisao de ventre terrível. Só aí descobri que essas sao duas das reacoes adversas do remédio que havia tomado: retencao de liquido e constipacao. Parei na mesma hora mas passei a ter 2 problemas, pois a alergia nao pessou e nem o mal estar secundário.

Ficamos bem estressados quando tentamos levantar orientacao do seguro de saúde que fizemos especialmente para esta viagem pois nao conseguimos a devida atencao. Nos enrolaram por mais de 4 horas sem apresentar solucao, o que será motivo de discussao, quando regressarmos.

Decidimos entao ir ao hospital. Conseguimos uma clínica muito boa, que nao cobrava pela consulta aos domingos. De certa forma tive sorte e nao paguei nada pelo bom atendimento que tive. Um médico Haitiano me receitou 2 injecoes, 2 remédios e uma pomada. Recebi tudo de graca. No dia seguinte já estava bem melhor da alergia. Em 3 dias sumiu tudo, inclusive as feridas.

Mas fiquei "entupida", 5 dias sem ir ao banheiro. O jeito foi apelar para o laxante quando nos acomodamos em Puerto Viejo, onde comecei a melhorar do 2º problema.

Caramba. Que sufoco!

sábado, 3 de janeiro de 2009

ARQUIPELAGO DE BOCAS DEL TORO - PANAMA








































Nosso último destino no Panamá, Bocas Del Toro é um paraiso de surf.

Ficamos na Isla Colon, que é a principal mas, de lá, pudemos visitar várias outras.

É muito bonito mas também muito abandonado. Há um mês atrás houve uma enchente que destruiu as praias, mas nao havia nenhum sinal de trabalho para recuperacao.

Existe um aeroporto pequeno, que funciona normalmente, mas a entrada parece uma favela. Ridículo um governo dar as costas por completo para um lugar tao turístico.

Passamos o Fim de Ano lá e vimos que só tem gringo! Muito americano, mas também muito europeu! Também só se fala inglês ...

As primeiras fotos sao das praias "BOCA DEL DRAGO" E "ESTRELAS". Comecamos com muita emocao pois, para ir e para voltar pegamos um ônibus que cobrava 1,5 dólares por trecho, por pessoa, enquanto um táxi cobraria 25 dólares somente pela viagem de ida! O caminho estava detonado, todo de terra, no meio da floresta. Para atravessar nao mais de 15 Km demoramos 1 hora, numa lata de sardinha achatada.

Pena nao ter dado para sacar foto pois o ônibus era tao baixo, que a cabeca do Leo encostava no teto! Vários turistas viajaram o tempo todo com o pescoco dobrado! Inacreditável! Nao aguentei vê-los daquele jeito, entao ofereci meu assento para o cara mais alto pois eu, certamente, estaria mais confortável que ele, em pé!

A segunda emocao aconteceu alguns minutos após nossa vitoriosa chegada ao lindo local ... passamos pela praia Boca del Drago e seguimos caminhando com destino a uma prainha bem calma, lotada de estrelas do mar, quando, na areia, no meio da vegetacao caída, vi uma cobra. Era fininha, mais ou menos da expessura de uma caneta marca texto. Tinha aproximadamente 1 metro de comprimento e parecia um galho de árvore. Quase pisei nela! Dei um pulo de uns 40 cm de altura e corri feito louca, gritando. Foi um show a parte. A cobra simplesmente passou por mim a seguiu seu caminho. E o Leo, que nao a tinha visto, depois que me viu correr, ao invés de vir saber como eu estava, foi atrás da cobra pra ver como ela era. Dá pra acreditar? Depois veio descrevendo ... bem verde, uma cabeca bem fininha, etc ...

Bem. Enfim chegamos à "Playa de las Estrellas". Parecia um lago pois a água era calmíssima. Com um mar totalmente transparente pudemos facilmente ver, no fundo que nao era fundo, bem na beirinha, uma infinidade de estrelas grandes e de cor laranja bem forte. Lindas!

De repente um susto. Nossa terceira emocao foi quando o Leo, com a água pelas canelas, sentiu passar, bem rápido e bem perto dos pés dele, uma araia. Ela era pequena mas tinha o rabo enorme! Caramba. Todo cuidado é pouco, pois elas se camuflam na areia e quase nao se pode vê-las! Entao criamos a técnica de nao pisar levantando os pés mas sim arrastando-os dentro d'água pois, se encostamos numa araia, ela foge e nao ataca. Assim esperamos.

E assim foi. Ficamos ali, descansando, tirando muitas fotos legais, filmando e conversando com a galera, enquanto nossa emocao geral foi sermos picados pelas "chitras" (micro mosquitinhos pretos que fazem um estrago) e ter os pés cheios de micro espinhos ...

Ainda na mesma Ilha Colon, resolvemos ir até a PRAIA PAUNCH, onde rola bom surf. O Léo só queria assistir pois resolveu nao inventar moda. Isso porque, além do aluguel de prancha custar caro (25 dólares por dia), o local nao é dos mais fáceis. Fundo de coral e muito raso! Além disso é preciso garantir a prancha com 400 dólares, caso quebre. E a chance de quebrar, naquelas ondas, era grande.

Alugamos entao uma bicicleta e lá fomos nós. Nos demos bem mal pois pagamos caro e nao a aproveitamos. Por causa de muita chuva e maré alta que invade as pistas, a estradinha de terra era um mar de lama. As bicicletas, que poderiam ajudar, entao comecaram a atrapalhar. Pensamos, por inúmeras vezes, em desistir e voltar atrás mas dava dó! Já tinhamos andado bastante até que encontramos um hotel. Trancamos as bikes lá e seguimos a pé pelo lamacal! Hehehe.

Passamos também uma tarde na ILHA CARENEIRO, a mais próxima de onde nos acomodamos. Com 1 dólar se atravessa de barquinho e lá, o único lugar que encontramos para tomar um solzinho e nao sermos devorados por mosquitos foi um pier de madeira. Conhecemos 2meninas da Rússia, com quem comemoramos antecipadamente o Ano Novo. Elas abriram champagne às 4 da tarde, horário compatível com a meia-noite do país delas.

Mais uma vez ficamos chateados de ver a miséria que rodeia a populacao do paraíso. O lugar é maravilhoso mas as pessoas vivem em favelas, no meio do esgoto. Muita sujeira, nenhum saneamento, higiene zero, pobreza, lixo por todo lado, construcoes precárias, nada de educacao mas; por incrível que pareca, alegria em seus rostos.

Antes de deixarmos a ilha, o Leo, junto com nossos amigos italianos Silvano e Enzo, jogaram futebol com a molecada, na maior descontracao.

Em outra oportunidade, fizemos um tour de barco que comecou cedinho. Fomos à Baia de Golfinhos, fizemos snorkel sobre corais (coloridíssimos) e visitamos a ILHA BASTIMENTOS onde conhecemos a praia RED FROG. Como o próprio nome diz, esse local tem um sapinho minúsculo, de cor vermelha (mas que mais parecia ser laranja), que nos foi apresentado pelo menino local OMAR. É claro que demos umas moedinhas a ele, depois de usar e abusar do sapo, pegando-o na mao e tirando mil fotos.

Bom. Nosso Reveillon foi um luxo! Nao tínhamos nenhum bom plano quando, de repente, fomos "convidados" pelos nossos amigos SILVANO e ENZO, de Napoli (Itália) para prepararmos uma ceia com eles. Nosso hotel nao tinha cozinha mas o deles sim. Entao pedimos autorizacao para os donos e eles nos aceitaram como visitantes.

No dia 31 cedinho saímos, os 4, atrás das compras. Com os pescadores, compramos 1,5 kg de lagosta e 1 kg de camarao. Tínhamos tudo, menos uma boa panela. Na maior cara de pau, fomos a um hotel cujos donos eram italianos e pedimos uma panela emprestada. A Sra., muito simpática, nos deu inclusive uns temperinhos. Hehehe!

De entrada, saladinha de alface e cenoura, com camaroes fritos. Prato principal: um delicioso spagueti com molho de tomate. Vinho branco (pro seco) e champagne pra acompanhar. De sobremesa, abacaxi, uvas e sorvete de chocolate.

O Enzo, engracadíssimo, comprou um monte de fogos e velinhas! Silvano, mais sério, fez suas oracoes. Depois disso, foi a maior bagunca. Nos divertimos até 1:30 da manha e ainda fomos para um barzinho, dancar. Só paramos às 3 da manha, quando minhas pernas nao aguantavam mais de cansaco!

Nas 2 últimas fotos, nossos conhecidos brasileiros: O casal Tupi e Carol (que também tem o filho Yeté, de 7 anos) de Ubatuba, estao viajando há 2 anos e o surfista Gabriel, de Santa Catarina. Todos com suas artesanias e gana de vencer!

NATAL EM BOQUETE - PANAMA













Acredite. O nome da cidade é esse mesmo. Mas nao vive nenhum brasileiro lá. Ainda bem! Porque o significado pornográfico da palavra só vale para nós ... hehehe.

E já que estávamos no clima da "baixaria", nao nos espantamos ao descobrir que para chegar nessa cidade pegaríamos "una buceta, via Porras, com destino a Boquete".

Bem. Fomos conferir o que tanto falam do lugar. É uma cidadezinha no meio de um vale, na regiao de Chiriqui, no norte do Panamá.

Famosa por ser considerada por americanos o 4º melhor lugar do mundo para se aposentarem. Ou seja. É praticamente o quintal deles. Só se fala inglês ...

Cortada por um rio, tem muitas opcoes de passeios tipo rafting, canopy, cavalgadas, trekking ... mas nao estávamos nessa "pegada".

Entao ficamos somente 2 noites aproveitando para descansar e curtir o Natal. Mas deu um medinho nao ter nem onde comer na Santa Noite pois quando chegamos vimos 2 ou 3 restaurantes "meia boca" fechados ou fechando ...

Na noite do dia 24 só encontramos uma lanchonete aberta. O Leo pediu, na maior felicidade, um "Chili Hot Dog" mas veio "Patacones recheados com Chili". Hehehe. A moca entendeu errado e ficamos com pena quando ela disse que teria de pagar. Foi, entao, o que o Leo teve de ceia de Natal ... Patacon é um tipo de banana que se cozinha quando ainda está verde e deve levar também alguma farinha junto pra formar a massa. E Chili é um molho de tomate picante com carne e feijao.

Na noite do dia 25 tivemos uma festinha no Hostel do David - um americano muito gente fina que juntou toda a galera e fez muita comida gostosa. Tomamos uma garrafa inteira de vinho branco antes, entao, imagina como aproveitamos ...!!! Hehehe.

No final eu até virei a Mula sem Cabeca - usando o Buff (bandana) do Leo.